segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Começo e fim

Neste dia 15 de Agosto de 2011 este humilde blog está fazendo um ano, nem eu mesmo esperava que ele durasse tanto. Depois de um ano de vida, 60 publicações, muitas visitas e poucos comentários rs. Eu vou fazer algumas mudanças no blog, criar uma pag. no Twitter e no Facebook. Para tal, vou passar um tempo sem postar, voltarei apenas quando tudo estiver pronto. Não sei quando tudo ficara pronto, por isso não darei nenhuma previsão, mas garanto que vou fazer o mais rápido possível. Agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram neste um ano de textos, crônicas e afins. O próximo continuara na mesma pegada deste, eu garanto. Por fim, no mesmo dia em que o Delírios do Cotidiano nasceu, deixara de existir.
Só tenho a agradecer a você leitor e você visitante que por um acaso veio parar por aqui. Vale lembrar que não vou excluir este, na verdade estou na dúvida de deixar esse na rede, copiar as postagens para o novo blog e ai sim excluir ou ainda deixar este e copiar apenas alguns textos para o outro.

Obrigado e fiquem na PaZ!
Diego Yassuda.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

62 anos


Comentei no Twitter hoje que meus avós estão fazendo 62 anos de casados. Logo após parei para refletir e fiquei com uma dúvida: Quem nos dias de hoje imagina chegar a tanto tempo junto com uma única pessoa? Creio que ninguém, muitos não imaginam nem ao menos chegar a está idade. Pois bem, agora eu digo a você caro leitor, que acho que sei qual o segredo para tanto tempo juntos. Certamente só o amor não basta, é preciso ter companheirismo, respeito e não pode faltar uma briguinha ou até mesmo uma discussão mais pesada. Porque depois da tempestade, sempre vem à calmaria, e com ela volta à paz, o carinho e amor de antes.

Parabéns para o Seu Raimundo e a Dona Josefa, que depois de 13 filhos, 17 netos e 5 bisnetos, estão completando o seu sexagésimo segundo aniversário de união.

PaZ!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Orgulho tolo

Hoje acordei com a boca amarga e seca por causa do álcool ingerido em excesso. Me olhei no espelho e vi minha cara amassada, a camisa que ela tanto gostava que eu usasse, hoje só me traz más recordações. Enfiei a mão no bolso da calça e encontrei um papel dobrado, nele estava um número e um nome que não me era familiar. Quem será Bárbara?
Eu não me lembro, a única que ainda está presente nesta minha falha memória é ela. Embora eu não queira, lute contra, não lhe esqueço. De repente ouço alguém me chamar. Vou ver, é a vizinha querendo que eu tire o carro da frente da casa dela. É, eu esqueci de guardá-lo na garagem. Já falei que a minha memória anda meio ruim, né?  Enfim, o telefone começa a tocar, puta que pariu, que dor de cabeça. Amanhã vou comprar um telefone daqueles antigos, esse aqui de casa é sem fio, mas eu o perco direto. Quando encontro finalmente, descubro que era engano. Que beleza! Porra, quem será essa Bárbara? Vou ligar, não, acho que não devo. Eu tava bêbado, sei lá quem é essa pessoa. E o telefone toca novamente, deve ser engano.

- Alô!
- E você Má?
Essa voz era conhecida, mas não pode ser ela, não é possível! – Sim sou eu. Quem é?
- Sou eu, a Ingrid, tudo bem?
- O que você quer? Você termina comigo e ainda quer ficar me ligando!? Me esqueci!
- Eu só quero saber como você está? Senti saudades, não precisa ficar nervoso.
- Eu estou muito bem.
- Que bom, eu queria saber se você não está querendo conversar, topa sair hoje?
- Não, acabei de marcar de sair com uma mina que conheci na balada.
- Entendi, mas...
- Agora tenho que desligar, tchau.

Ela acha que eu vou ir atrás dela agora? Ta pensando o quê? Que é só ligar que eu vou voltar correndo? Eu não! Vou é ligar para essa Bárbara. Deixa eu ver aqui, 8765-4321.

- Rede de telefonia informa: Esse telefone não existe.

Merda! Será que devo ligar para a Ingrid? Não. Meu orgulho não vai deixar. Agora resta saber se isso vai me fazer bem ou mal. Bom, agora vou na padaria comprar uma breja.

PaZ!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Novos Dias

Há algum tempo atrás eu postei um poema do Sérgio Vaz (aqui), agora venho compartilhar com vocês mais um. Denominado Novos Dias, é um poema que para muitos é considerado inspirador. Tire suas conclusões.




PaZ!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo

É aquele que está ao seu lado em todos os momentos.
É aquele que você pode contar.
É aquele que te da conselhos. E você muitas vezes os segue.
É aquele que fala a verdade, mesmo que a mesma não seja tão boa de ser escutada.
É aquele que te da segurança.
É aquele que te apóia.
É aquele que quer te ver feliz!
É aquele que um dia seu filho irá te perguntar: Quem é este?
E você irá responder: Ah, este? Este é meu grande amigo...

Dedico este pequeno e singelo texto aos meus amigos.
Não preciso citar nomes, quem é sabe. De coração, feliz dia do amigo para todos aqueles em que eu deposito este sentimento verdadeiro e forte.

PaZ!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Qualidade

Isso sim é música de qualidade, feita apenas por artistas de rua. Vejá o vídeo e se surpreenda.



PaZ!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A pergunta

“De onde vêm os bebês?”

Assustado o pai da linda garotinha olha para a mesma com cara de espanto.

“Bom... É...”

Olha para o céu azul, com pouquíssimas nuvens brancas. Olha para a sua filha e pensa como ele explicaria isso a sua garotinha de 4 anos.

“Papai, você não me escutou? De onde vêm os bebês? Igual o filhinho da tia Mônica, de onde ele veio?”

Novamente ele a olha e dessa vez resolve responder.

“Bem filha, os bebês são trazidos...”

A garotinha está muito interessada no que ele vai dizer, e não tira os olhos de seu pai. Por sua vez, o homem não conseguia imaginar como responder a pergunta de sua filha. Nesse momento ele pensa o quanto gostaria que a sua esposa respondesse em seu lugar, mas ela nem ali estava. Estavam só os dois, pai e filha. Sentados em um banco da pracinha tomando sorvete.

“Então, o seu priminho veio da barriga da sua tia. Você não lembra do barrigão que ele tava?”
“Ah, entendi”

Ele suspira aliviado. Quando ela indaga.

“Mais como ele entrou na barriga da tia Mônica?”
“Ó céus!” Ele deixa escapar.
“Do céééu? Como?”
“Não filha, não do céu.”
“Então de onde? Do mercado igual o Boró?”
“Não filha. O Boró é um cachorro, e nós o compramos no pet shop e não no mercado”
“Huuum... Mais e os bebês?”
“Por que toda essa curiosidade em saber de onde vêm os bebês?”
“Porque sim”
“Pois eu vou te dizer”
“Ebaaa” Exclama feliz a menina.
“Mais antes, quer outro sorvete?”
“Não.”
“Chocolate?”
“Não.”
“Bala?”
“Hum-hum” Faz sinal de negativo com a cabeça.
“Você não quer nada?”
“Quero saber de onde vês os bebês!?”
“Ta certo. Os bebês vêm do amor que o papai e mamãe deles têm. Entendeu?”
“Não.”
“Por exemplo. Eu te amo, não é?”
“Sim.”
“Sua mãe também, não é?”
“Aham”
“Eu amo a sua mãe e sua mãe me ama, certo?”
“Certo.”
“Então, um filho ou um bebê, como você diz. Vem desse amor.”
“Então a tia Mônica ama o tio Carlos?”
“Sim, por isso eles são casados.”
“Ah... Entendi.”

Que bom ele pensa, missão cumprida. É, nem foi tão difícil, imagina olhando a sua menina.

“Papai”
“Oi”
“Eu posso ter um bebê?”
“Claro que não filha.”
“Por quê?”
“Porque você ainda é criança. E crianças não podem ter bebês.”
“Eu queria um bebê...”
“Que tal trocar o bebê por um balão daqueles?”
“Daqueles ‘grandão’?”
“É daquele bem grande”
“Eu quero o do cachorro. Não o da vaquinha. Não o do cachorro mesmo.”
“Vamos levar os dois!”
“Aeeeee!” E sai correndo até o moço que vende os balões.

O pai olha satisfeito, vendo que conseguiu vencer um dos grandes medos que tinha. Essa pergunta tão simples, mas que quando partida da pessoinha mais querida e importante do teu mundo, se faz tão difícil de responder.

PaZ!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

#MarchadaLiberdade

Manifesto da #MarchadaLiberdade

Convite à liberdade
Prisões, tiros, bombas, estilhaços, assassinatos. Por todo o país, protestos legítimos estão sendo reprimidos com ataques violentos da força policial. Querem nos calar.

Avenida Paulista, 21 de maio de 2011: Marcha da Maconha. A história se repete. A tropa de choque, sob os olhos do governo e da mídia, avança sem piedade sobre manifestantes armados apenas com palavras e faixas. As imagens do massacre à liberdade de expressão, registradas por câmeras, corpos e corações, ecoaram na rede e nas ruas com um impacto de mil bombas de efeito moral, causando indignação e despertando as pessoas de um estado anestésico. O que governo algum poderia desejar estava acontecendo: o povo começou a se organizar. Desta vez, não baixaríamos a cabeça.

Sete dias depois, defensores das mais diversas causas, vítimas das mais diferentes injustiças, estavam de volta ao mesmo local para dar uma resposta à opressão. As ruas de São Paulo foram tomadas por 5 mil pessoas de todas as cores, crenças e bandeiras. Na Internet, uma multidão espalhava a mensagem como vírus pelas redes sociais. Naquele dia, o Brasil marchou unido por um mesmo ideal. Nascia ali a Marcha da Liberdade.

Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais. Somos REAIS. Uma rede feita por gente de carne e osso. Organizados de forma horizontal, autônoma, livre.

Temos poucas certezas. Muitos questionamentos. E uma crença: de que a Liberdade é uma obra em eterna construção. Acreditamos que a liberdade de expressão seja a base de todas as outras: de credo, de assembléia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir. Nossa liberdade é contra a ordem enquanto a ordem for contra a liberdade.

Convocamos: Todos aqueles que não se intimidam, e que insistem em não se calar diante da violência. Contamos com as pernas e braços dos que se movimentam, com as vozes dos que não consentem. Ligas, correntes, grupos de teatro, dança, coletivos, povos da floresta, grafiteiros, operários, hackers, feministas, bombeiros, maltrapilhos e afins. Associações de bairros, ONGs, partidos, anarcos, blocos, bandos e bandas. Todos os que condenam a impunidade, que não suportam a violência policial repressiva, o conservadorismo e o autoritarismo do judiciário e do Estado. Que reprime trabalhadores e intimida professores. Que definha o serviço público em benefício de interesses privados.

Ciclistas, lutem pelo fim do racismo. Negros, tragam uma bandeira de arco-íris. LGBTT, gritem pelas florestas. Ambientalistas, cantem. Artistas de rua, defendam o transporte público. Pedestres, falem em nome dos animais. Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado!

Nossas reivindicações não têm hierarquia. Todas as pautas se completam na perspectiva da luta por uma sociedade igualitária, por uma vida digna, de amor e respeito mútuos. Somos todos pedestres, motoristas, cadeirantes, catadores, estudantes, trabalhadores. Somos todos idosos, índios, travestis. Somos todos nordestinos, bolivianos, brasileiros, vira-latas. E somos livres. Você tem poder! Nossa maior arma é a conscientização. Faça um vídeo, divulgue nas suas redes sociais, arme sua intervenção, converse em casa, no almoço do trabalho, no intervalo da escola. Compartilhe suas propostas nas paredes, no seu blog, no seu mural. Reúna-se localmente, convoque seus amigos, erga suas bandeiras, vá às ruas.

Estamos diante de um momento histórico global. Pela primeira vez, temos chance real de conquistar a liberdade. O mundo está despertando. Levante-se do sofá e vá à luta. Vamos juntos construir o mundo que queremos!

Espalhe a rebelião. #marchadaliberdade #worldrevolution
Princípios do movimento:
- Liberdade de organização e expressão;
- Contra a repressão e a violência policial em qualquer âmbito da sociedade;
- Contra o conservadorismo que pauta o judiciário e o Estado.

Reivindicação geral:
- Regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais.

Via #MarchadaLiberdade

Vamos todos abraçar essa causa, não podemos nos calar. Liberdade já!
Dia 18 de Junho, das 14:00 às 17:00, no MASP, Av. Paulista - SP

PaZ!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sentimento puro

Ninguém sabe de onde vem ou até mesmo quando inicia. A única certeza é que quando aparece logo se nota. Não medimos por palavras, e sim por atitudes. Algumas até contrarias do que pensamos, mas a maioria é igual. Às vezes as frases não são necessárias, um olhar já diz tudo. Por um simples “oi” já descobrimos o seu humor. Sabemos os seus gostos, como agradar, e principalmente como deixar a pessoa nervosa. Tiramos sarro, rimos, apontamos e até imitamos. Com tudo isso, após alguns minutos lá estamos conversando, dividindo algum segredo, ou resgatando alguma boa lembrança. A distância atrapalha, mas não é capaz de fazer com que isso acabe. Até faz que aumente na hora do reencontro, principalmente se for inesperado, os olhos até brilham! Por vezes chega a ser mais forte que um laço familiar. Nela nos apegamos nas horas de felicidade, e nas tristezas é que realmente vemos as verdadeiras. Porque se ela não for real, logo a mascara cai. Só as de verdade são eternas, e mesmo que depois que um venha a partir para todo o sempre, ainda existirá no coração de quem ficar. As pessoas a chamam de muitos nomes, eu a conheço pelo de Amizade.

PaZ!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O amor é egoísta

Marcelo e Monica estavam juntos desde a 8ª série do colegial. Casal de boa aparência, de muitos amigos, responsáveis, educados e o mais importante, apaixonados um pelo outro. Todos acreditavam que esse amor iria durar para sempre, mas o destino prega peças nas pessoas, e infelizmente o nosso casal foi agraciado por ele. No final do último ano de escola, ambos iriam se formar e estavam escolhendo que curso fazer na faculdade. Monica já tinha certeza, iria fazer Biologia, Marcelo tinha dúvidas ainda, mas resolveu fazer vestibular para Psicologia e Administração. O que ninguém esperava, era que Mô (apelido dado por Marcelo a Monica) ganhasse uma bolsa para estudar Biologia em uma renomada universidade, sua tia, mulher de boas condições iria bancar casa, comida e tudo que ele precisasse, ele só teria que estudar. No entanto, nada na vida é perfeito, essa faculdade tão boa, essa ótima instituição de ensino só iria custar um sacrifício a Monica, mudar de país, já que a mesma fica em Londres, onde mora a sua tia.
Foram dias de muita tristeza para o nosso casal, Monica não queria perder o namorado, mas não poderia deixar essa oportunidade passar, já Marcelo decidiu ser radical, por medo talvez, ou por puro egoísmo ele pediu para que Monica escolhesse; ele ou a universidade. Ela bem que tentou convencer o rapaz que eles não precisariam terminar, e que aquela era a oportunidade da vida dela. Porém não houve jeito, ele já estava com a decisão tomada. Dois meses depois Monica se mudou para a casa da tia, e Marcelo que passou no vestibular e ia começar o curso de Psicologia em uma universidade federal, começou a refletir, e viu o quanto sua atitude foi mesquinha e fria. Tentou entrar em contato com Monica, mas não obteve sucesso, sozinho pensou e chegou à conclusão que seu ato não passou de uma maneira desesperada de evitar que a mulher que ele ama tanto fosse embora. Agora o que resta é uma esperança que um dia ela volte e perdoe esse coração apaixonado e tolo. Afinal, o amor é egoísta, não sabe deixar partir o que ele pensa ser seu.

PaZ!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pura poesia

Algum tempo atrás, postei aqui no blog um poema do Sérgio Vaz, “Os Miseráveis”, que fazia parte do DVD do GOG, “Cartão Postal Bomba”. Hoje decidi colocar o vídeo da música “Brasil com P”, do mesmo DVD. Essa canção que eu considero uma das mais criativas já feitas no Brasil. É impressionante ver que o GOG conseguiu fazer uma música em que todas as palavras começam com “P” e ainda fez com que a mesma fizesse sentido.




Música: Brasil com P
Artista: GOG e participação de Maria Rita
DVD: Cartão Postal Bomba

PaZ!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nunca tinha pensado nisso

Os dados são antigos, mas nada mudou, talvez tenha ficado até pior nos dias de hoje. Então, leia com atenção.

“Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3g, ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3g a 10g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso? Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos.. Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei (mais uma?) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc. de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos. 
VEJAM O ABSURDO: Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro? Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! VOCÊ JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO? Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: Oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo, pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.
VEJA ESTE EXEMPLO: Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$ 170,00. A reposição dos dois cartuchos (10ml o preto e 8ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Daí, você vende a sua impressora seminova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$  80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço). Um cartucho HP, com míseros 10ml de tinta custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29. Só acrescentando: As impressoras HP1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5ml de tinta!
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$ 75,00. Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000ml = R$ 13.636,00. Veja só: R$ 13.636,00 , por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:
 
 -  300 gr de OURO;
 - 3 TVs de Plasma de 42';
 - 1 UNO Mille 2003;
 - 45 impressoras que utilizam este cartucho;
 - 4 notebooks;
 - 8 Micros Intel com 256 MB. Ou seja, um assalto !

Está indignado? Então, repasse este e-mail adiante, pois os fabricantes alegam que o povo não reclama de nada”

Recebi este email do meu amigo Eduardo e resolvi postar, eu realmente nunca tinha pensado nisso. E afirmo, que no trabalho pago R$ 38,00 em 5ml de tinta preta número 92 para impressora HP. Isso da R$ 7.600,00 o litro de tal tinta. Absurdo não!?
PaZ!

domingo, 1 de maio de 2011

Entrevista

Acordou cedo, tomou um banho, colocou aquela camisa preta que tanto já usou, pensou em colocar uma gravata, mas não achou conveniente, já que a mulher falou que ele poderia ir com a roupa que quisesse. Juntou a pouca fé que o restava, e novamente encheu os olhos de esperança e foi em busca do que tanto queria. Um emprego.
Chegou no horário estipulado e logo foi encaminhado para a sala onde seria a entrevista. Assim que chegou notou uma moça atraente sentada, era magra, cabelo preto e bonita. Observou que lá havia mais 2 meninas, a mulher que faria a entrevista, e a sala ainda com muitos lugares vagos. Às 9 horas em ponto começaram as perguntas, um de cada vez ia se apresentando, e a primeira foi ela, a moça a qual acabei de citar. De um jeito meio tímido, e falando baixo ela disse o seu nome, era Amanda. A cada palavra Eduardo ia se encantando mais e mais pela garota. A entrevista continuou e logo chegou sua vez, com calma foi explicando que curso faz, suas experiências profissionais e respondendo algumas perguntas. A segunda parte foi uma redação, Eduardo a fez rápida e precisa, já estava acostumado a escrever. Logo após o termino, todos foram embora e o resultado seria dito na semana seguinte.
Ao sair, para sua surpresa, Amanda iria pelo mesmo caminho que ele, uma caminhada de cerca de 20 minutos até a estação do metrô. E lá foram os dois, conversando primeiramente sobre a vaga, suas vantagens e desvantagens para cada um, e logo após sobre universidades, carreira, passado, presente e afins. Ele sentia que já conhecia aquela garota há tempos, um ótimo papo, gostos e pensamentos semelhantes. Começou a sentir que deveria pedir o telefone dela, ou um email talvez. Mas assim que chegaram ao metrô ele teve que colocar créditos no cartão e ela falar com sua mãe. Os dois iriam pegar o transporte para o mesmo destino, só que Amanda logo iria descer e Eduardo iria até o final da linha. Ela ainda estava ao celular, pois tinha outra entrevista à tarde, e ele lá ao lado dela, vendo seu rosto pelo vidro. Logo chegam à etação, a garota desce, procura por Eduardo, mas não o vê. Só então olha no vagão e lá está ele, olhando para ela, as portas se fecham e eles não conseguem ao menos dizer tchau. Um sinal apenas foi feito, como quem diz: “Até mais, ou não”.

PaZ!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Exatamente igual

Tudo é exatamente igual todos os dias, acorda cedo, o primeiro pensamento é que um dia isto irá mudar. Engole um pão e um copo de café com leite, mais café que leite para poder acordar de vez. Desce a rua fazendo uma oração e olhando o movimento, dificilmente vê algum rosto que já não tenha visto por aquele horário. Avista lá no final, quase na avenida, aquele filhote de cachorro magro, que todos os dias o faz lembrar do Vagabundo, do filme “A Dama e o Vagabundo”, ele realmente é muito semelhante. Finalmente chega ao ponto de ônibus, mas antes para na frente da banca de jornal, da uma rápida lida nas manchetes; mortes, esportes, ah, fulana se separou de sicrano.. “Foda-se”, pensa consigo. Para no ponto, olha ao redor, rostos conhecidos, afinal, tudo é exatamente igual. Logo chega o ônibus, não é cheio e nem é vazio, consegui ir sentado, tranquilo. Às vezes o cobrador muda, mas de resto, na mesma. Em alguns minutos chega ao trabalho, liga o computador, abre a janela e vê que nada mudou. E nem mudará. Infelizmente caro amigo, você caiu em uma espécie de ciclo vicioso, o qual não te deixara sair nunca. Afinal, tudo é exatamente igual, se você assim permitir.

PaZ!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Violão, canção e olhar

Pedro nasceu em uma família simples, rapaz dedicado aos estudos, trabalhador que sempre ajudou os seus pais. Liz tem o pai empresário, a mãe médica que largou a profissão apenas para se dedicar à educação da filha. Pedro curtia andar de skate e tocar Reggae e MPB, como ele mesmo dizia. Liz gostava de música Pop e Eletrônica, tinha pavor desse pessoal que senta na calçada com um violão e começa a dedilhar uma canção. Mesmo com toda essa diferença social e cultural, ambos estudavam na mesma escola. Pedro bolsista estudava no período noturno e trabalhava durante o dia, Liz estudava na manhã e fazia cursinho a tarde. No último ano de colégio os pais de Pedro decidiram colocar o filho para estudar de manhã e fizeram ele sair do emprego, para que se dedicasse ao vestibular que estava por chegar. Já no primeiro dia de aula, chega Pedro com o seu violão, na hora do intervalo como costumava fazer a noite, começou a tocar músicas de Natiruts, Chico Buarque e atendendo a pedidos, Bob Marley. Liz olhava de longe com as suas colegas de classe, pensando quem seria esse menino novo no colégio. Sabia que ele era da outra sala do terceiro ano, mas nunca imaginou ver alguém assim ali. Um cara meio largado, com um tênis furado, camiseta larga, barba por fazer e dreads no cabelo. Quem é ele? Então ela e as meninas resolveram chegar mais próximo da roda que se formava envolta de Pedro e seu amigo Luiz, que também levou um violão. Pedro entre uma olhada e outra para o pessoal se deparou com uma menina loira de olhos azuis, que o olhava nos olhos. Liz por sua vez, estava começando a achar aquelas músicas interessantes, até o músico olhar em seus olhos e ela sentir algo estranho. De repente o sinal toca, o pessoal começa a ir para as salas e Pedro sai apressado, queria encontrar aquela bela garota. Mas não a encontra, decidi então esperar ma saída, e nada novamente. Vai pra casa pensando nela, da mesma maneira Liz vai para o cursinho pensando quem era e porque sentiu aquilo por aquele garoto. No curso ela não conseguia prestar atenção em nada, então decidiu ir ao parque municipal de sua cidade para ler um livro na sombra e sentir o vento em seu rosto. Começa a ler tranquila, quando escuta alguém tocando uma música que ela tinha certeza que já havia escutado, mas não reconhecia. Resolveu ir ver quem estava tocando, e para sua surpresa, vê Pedro e seu violão, desta vez ele estava tocando sozinho. Ela não tem reação, fica ali parada olhando. Até que Pedro a olha e para de tocar, e os dois permanecem se olhando até que ele levanta vai até Liz e a beija demoradamente. No outro dia um novo casal estava formado na escola, não se sabe se foi pela música ou pelas diferenças entre eles. Eu acredito que foi coisa do olhar. E até hoje todos dizem que ele completa ela e vive versa.

PaZ!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quem sabe.

Sabe, a cada dia que lembro de nós, penso em como tudo mudou de lá pra cá. Eu achava que já sabia de tudo, você se sentia como se tudo estivesse perfeito. E quer saber, tudo chegava quase à perfeição. Digo quase, pois não acho que esse negocio de perfeição exista. Mas isso é assunto para outra prosa. Enfim, eu acreditava que tu eras aquela que nunca me abandonaria. Você me via como o cara que jamais vacilaria. É, estávamos enganados. Não que você me abandonou ou que eu tenha vacilado contigo, mas algo aconteceu. Prefiro crer que foi algo natural. Talvez por conta da distância, do mundo ou dos nossos pensamentos diferentes. A única coisa que tenho certeza, é que aquela vontade tremenda de falar com você todos os dias, hoje não passa de uma lembrança que vem de vez em quando no final da tarde. Ou então quando ouço alguma música daquele grupo de pagode que você tanto gosta, mas só as antigas, as da nossa época, se é que houve uma época nossa. Agora o que eu carrego são boas lembranças, e acredito que você também. Quem sabe no próximo verão nós nos vemos, e quem sabe... É quem sabe é uma grande bobagem. Quem sabe sou eu, quem sabe é você. Nós sim sabemos. Sabemos que talvez tudo aquilo foi verdade, aconteceu o que tinha que acontecer e foi bom. Agora não podemos negar que não estávamos de fato preparados para aquela avalanche. Infelizmente, no meio de tanto carinho e desejo a logística não funcionou. Nossos corações se encontraram no tempo errado. Mas, quem sabe...

PaZ!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Agradecimento

Gostaria de agradecer todos que divulgaram ou indicaram alguém para realizar o tratamento de câncer que estava sendo oferecido pelo Hospital Heliópolis. Fiquei sabendo ontem que o hospital alcançou o número de pacientes que precisava, e agora essas pessoas já estão recebendo o tratamento adequado.

Uma pequena atitude faz toda a diferença.

PaZ!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vagas para tratamento de câncer

"Prezados(as) Amigos(as)

A Dra. Luciana Cini, está colocando à
disposição vagas para tratamento de câncer.
Se souber de alguém que necessite deste tipo
de tratamento é só ligar para ela.
Amigos, estar doente, já é horrível. Imagine
estar com Câncer Gástrico e não ter convênio ou meios para realizar o
tratamento.

Por amor, repassem esta mensagem. Dispomos
de 15 vagas para pacientes com Câncer de estômago, esôfago, duodeno e
intestino.
Tratamento completo, na Gastrooncologia, com
Dr. Fonseca, diretor da Oncologia do Hospital Heliópolis, aluno do
Hospital do Câncer.

Não há fila de espera..

Dra. Luciana Cini
(11) 9563 5430
(11) 4975 2309

Não custa nada divulgar."


Ontem falaram sobre isto na faculdade, e hoje recebi um email com essas informações. Como não custa nada resolve divulgar. Talvez essa informação salve a vida de alguém.

PaZ!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Multa de Trânsito

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar cópia da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro: Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

Para quem ainda não acredita, aqui está disponível o Código de Trânsito Brasileiro. Veja a pagina 84 neste link http://www.denatran.gov.br/publicacoes/download/ctb.pdf

Recebi isto por e-mail e estou compartilhando com você, faça o mesmo.
Há mais coisas que não sabemos do que muitos imaginam. Nunca espere receber uma noticia como está pelos jornais ou pela Tv. Vamos propagar o conhecimento e exigir nossos direitos garantidos por lei.

PaZ!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Estamos seguros?

“As grades do condomínio são para trazer proteção, mas também nos trazem a dúvida se é você que está nessa prisão” ♪ | O Rappa – Minha Alma

É com o trecho desta belíssima canção que começo o texto de hoje. Sem crônica, histórias ou afins. Faz tempo que não coloco um texto expressando a minha opinião sobre algo. Então lá vai!

Reparando as casas, os prédios e as pessoas, vemos que quase todos andam com medo. Medo de ter a vida levada por um marginal qualquer, medo de perder os bens que com tanto sacrifício foram conquistados, medo de perder os familiares ou simplesmente medo. Medo do desconhecido, medo do que pode acontecer, mesmo não sabendo o que pode vir a acontecer ou quando.
O fato é, enquanto há ladrões a solta por ai fazendo o que bem entendem, nós, e quando digo “nós”, me refiro a você, eu, seus pais, amigos e familiares. Todos nós estamos aprisionados, nos trancamos dentro de nossas residências para nos sentirmos seguros, nos trancamos dentro dos carros, dentro das empresas e escolas. Por quê? Por que nós temos que nos privar de fazer uma caminhada tarde da noite? De sair cedo para ver o sol nascer? De deixarmos nossos carros, motos ou bicicletas em frente a uma loja por alguns instantes?
Quem deveria ficar preso esta livre para fazer o que bem entender impunemente e quem paga seus impostos e é honesto tem que viver aprisionado, refém do medo.
Ontem no Fantástico passou uma reportagem sobre o Fernandinho Beira Mar, onde foi mostrado que ele ainda comandava sua facção por bilhetinhos escritos a mão e encaminhado pelos seus visitantes. Agora lhe pergunto como uma pessoa que está em um presídio de segurança máxima consegue essas coisas? O sistema é falho ou a policia da uma “mãozinha” para os chefões do crime?

“Pedir paz sem justiça é utopia” ♪ | MV Bill – Só Mais Um Maluco

Esse é o ponto. Justiça e honestidade são as soluções para certos casos. O resto se resolve na base da educação, oportunidade e união.

PaZ !

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pai é tudo igual

Acordei com um gosto amargo na boca, uma sensação ruim e borboletas no estomago. É o dia chegou, e quem diria que chegaria tão rápido. Parece que foi ontem que eu a peguei no colo, e hoje entregarei a minha princesa a outro homem. Um que talvez vá lhe fazer chorar, que vai deixar ela sozinha para ir jogar futebol com os amigos. Acho que vou desmaiar quando entrar na igreja. O que eu fiz para perde lá? As filhas não deveriam crescer jamais. É muito duro para um pai deixar a sua menininha sair de casa, e a ver entregar o seu pobre coraçãozinho a um homem. Ele deve ser desses que olham outras mulheres na rua, que contam vantagens aos amigos, que bebem cerveja e fazem churrascos. Não! Não Maria, eu não posso deixar a nossa filhinha, nossa princesinha se casar assim tão nova e pura. Ela pode esperar mais, talvez encontre outro rapaz e nem se case. Talvez ela veja que só nós podemos dar o verdadeiro amor a ela e desista de se casar. Não seria perfeito?
 - Larga de bobagem João, nossa filha já é bem crescida, me confessou que nunca gostou tanto assim de um homem como gosta do Rodrigo. Onde ela vai achar homem melhor? Atencioso, trabalhador e que a ama muito.
 - Não sei, e se ele a fazer sofrer?
 - Deixe de ser bobo, nenhuma relação é perfeita. O importante é que um ama o outro. Você está parecendo o meu pai no dia do nosso casamento!
 - O que!?
 - Nada. Vamos logo, nossa querida Mônica já esta nos esperando no carro.

PaZ!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Amores breves de busão

Parece que é marcado. Toda dia que volto do trabalho para casa, e pego o ônibus que leva o nome do nosso bairro como itinerário, exatamente depois de dois ou três pontos do meu embarque, entra você. Linda, seu cabelo preto e cheio de vida está sempre solto, chega quase à sua cintura, e que cintura! Sua pele morena parece que brilha, discreta usa roupas bonitas e de cores claras. No calor está de Melissa e no frio aparece com uma bota marrom, que eu acho a sua cara. Destacando no braço está o relógio dourado, no nariz um pircing, brincos pequenos e uma corrente de ouro, que talvez traga um pingente, não sei. A partir da sua chegada fico extasiado de paixão. Fico a te admirar, assim de longe, como quem olha um belo quadro na parede de um museu. Tentando decifrar o que você me diz com o seu olhar, que de instante em instante se encontra ao meu. Disfarço, penso que estou incomodando e olho a rua pela janela. Mas a rua não me atrai, não tanto quanto você. De repente chega o momento, me olha pela última vez, como se fosse um até logo, eu a correspondo, você desce do ônibus e vai a caminho do seu prédio. E eu? Fico ali olhando você indo embora mais uma vez. E quando dou por mim, entra a loira da semana passada e meu coração acelera e meus olhos brilham.

PaZ!

terça-feira, 1 de março de 2011

Amor de carnaval

Samba de roda, amigos e cerveja no copo. Ah o carnaval! A melhor época do ano. Pessoas alegres nas ruas, muito álcool no sangue, muita mulher, pouca roupa, suor, olhares e prazeres. E em meio a tudo isso, estava eu andando com três amigos. Passava da meia noite e ainda estávamos atrás de mais bebida e claro, mulheres. Quando alguém disse que estava rolando um samba e um quiosque perto dali. “Opa vamos conferir” – Todos dissemos. Chegando lá vimos que o lugar era pequeno, mas muito agradável. Havia um grupo de samba de cinco rapazes jovens tocando, um balcão pequeno com dois outros servindo as pessoas que iam buscar bebidas e porções. Logo cada um pegou um copo e começamos a tomar as três primeiras cervejas. Resolvi ir ao banheiro, perguntei ao rapaz do balcão onde era, e ele me indicou. Ficava do outro lado do quiosque. Cheguei lá, esperei alguns minutinhos na fila e logo chegou minha vez. Usei, e sai. Então resolvi dar uma conferida nas pessoas que estavam deste lado, já que no outro havia muitos casais. Reparei que ali estava uma roda só de mulheres dançando, contei cinco. Bom, é um ótimo número, já que estávamos em quatro. Fui ao encontro dos meus amigos e eles logo toparam ir conferir. Pegamos mais três garrafas e fomos. Voltando vi que mais uma garota havia chego e estava dançando levemente no meio da roda. Cheguei um pouco mais perto para ver como era ela, a cerveja acaba reduzindo nossa visão. Mas do ponto onde eu estava agora, não tinha como não ver tamanha beleza. Com uma blusinha branca, uma saia verde escuro e cabelo no estilo “rabo de cavalo”, confesso que pirei! Era linda aquela visão. Fiquei uns dois minutos ali parado, só olhando. Quando Paulo veio até mim e perguntou se eu estava bem.
 - Estou ótimo.
Respondi e parti ao encontro daquela mulher de pernas bonitas, cintura fininha, cara de menina, cabelo liso e uma pele cor da noite, lisa e reluzente. Parei há sua frente, ela continuou dançando, sorrindo e olhando em meus olhos. Abri a boca e falei qualquer bobagem, estava em êxtase com tamanha beleza, parecia um anjo. Ela sorriu e perguntou se eu ia ficar ali parado. Apenas estendi a minha mão para ela, que logo segurou, e continuo dançando. Eu como perna dura que sou, apenas cheguei um pouco mais perto de seu ouvido e perguntei se ela existia realmente. Novamente ela sorriu, a essa altura, essa mistura de muita bebida com aquela beleza, me deixava tonto, completamente tonto. De repente a música acabou, o grupo ia fazer uma pausa, agora o som era por conta de um DJ, que eu nem reparei que estava ali, do lado direito do grupo. Começou a tocar música eletrônica, que combinação essa que as pessoas fazem. Música eletrônica e samba. A garota então falou que não gostava desse tipo de música, logo a convidei para irmos até a areia da praia para conversarmos. Ela topou e lá fomos nós trocando olhares, risadas e esbarrões. Sentamos e começamos a conversar sobre as nossas vidas, rotinas, gostos. Incrível como tudo batia. Paramos de falar por um minuto, olhei para o céu e vi a lua, linda e esplendorosa. Comentei de sua beleza e por impulso, deitei na areia. Para minha surpresa, Sara deitou, e com a cabeça no meu peito disse que quando ela queria pensar, costumava ficar olhando para o céu, fazia planos e sonhava acordada. Dei um beijo em sua testa, e disse que a achava especial. Ela subiu um pouco, me deu um selinho e falou que tinha certeza que eu era especial. Agarrei-a pela cintura e começamos a nos beijar. Sugeri que fossemos para outro lugar, ela então respondeu que ali estava ótimo. Ficamos trocando beijos e caricias até adormecer. Acordei com o sol ardendo meus olhos, Sara já não estava mais lá, apenas achei um bilhete dobrado dentro do bolso de minha camisa, que dizia o seguinte: “Você perguntou se eu existia. Agora me pergunto se você realmente existe ou é apenas um anjo que veio até mim. Infelizmente tenho que ir, mas saiba que eu nunca vou lhe esquecer. E espero que nunca me esqueça, pois eu te amei por uma noite. Beijos. Ass. Sara”
Será que isto realmente aconteceu? Será que foi sonho meu? Ah o carnaval! Quantas “Saras” você há de colocar no meu caminho ainda?

PaZ!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu senti que aquela seria a última vez

Ainda lembro do dia anterior, de todo o longo caminho, da ansiedade, do frio na barriga e do amor. Era seu aniversário e eu estava entusiasmado, veria você finalmente depois de meses de espera. Tomei aquele banho, me perfumei, coloquei seu presente na mochila e um texto que eu iria lendo no caminho. Antes de sair de casa, pedi que tudo desse certo. E parti.
Chegando ao destino te liguei, e você com sua voz inconfundível, pediu que a lhe esperasse. Assim fiz, continuei lendo concentrado mais nas batidas do meu coração, do que propriamente no que ali estava escrito. Foi quando escutei um “Psiu”, olhei e congelei por um segundo. Você estava radiante, sorrindo ao meu olhar. Fui até você e tudo que consegui fazer foi te dar um abraço. Abracei-lhe com a alma e senti meu coração disparar, o calor tomar conta de mim, mas disfarcei. Perguntei como estavam as coisas, e começamos um assunto qualquer. Daí por diante foram momentos maravilhosos, tudo foi perfeito. Você gostou do presente, eu gostei dos seus familiares e creio que eles também foram com a minha cara. Rolou um papo legal com as suas amigas. Algumas pessoas perguntavam se éramos namorados, quem me dera eu pensava, mas apenas respondia que bons amigos, com um sorriso. A noite passou e tudo continuou bom, mas faltava o principal. Eu ainda não havia beijado a sua boca novamente. Mas logo chegou à minha hora, me despedi de todos com promessas que voltaria em outra ocasião. Para minha sorte ou não, estava chovendo muito, e lá fomos nós dividindo um guarda chuva. Logo que chegamos o ônibus veio, e na despedida eu a olhei no fundo dos olhos, e você me olhando de volta me fez pensar mil coisas. Quando de repente você me abraça e com a cabeça no meu peito, certamente escutando o pulsar do meu coração atrapalhado me disse um tchau, um até logo ou um até a próxima. E eu sem abrir a boca lhe disse um adeus.

PaZ !

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Conclusão

Observando cheguei a uma conclusão. Ser feliz é difícil. Sim, é difícil para algumas pessoas, a maioria para ser sincero. Todos querem sempre mais, por isso nunca estão satisfeito, por isto nunca estão realmente felizes. Vai dizer que você nunca reparou que todos dizem a mesma coisa? “Que tempo bom era aquele, eu era feliz e não sabia”. Com certeza vão se passar alguns anos e eles irão repetir a mesma frase, agora se referindo aos dias de hoje. Pare, pense e reflita. Da vida nada se leva. Dinheiro não é tudo. Deixe de pedir tanto e agradeça mais. Abra os olhos e veja o quão feliz você é hoje. Veja os amigos que se tem, a família e tudo que lhe faz se sentir bem. Porque estar feliz é um estado de espírito e não uma dependência ou uma condição de ter ou estar com algo ou alguém.

PaZ !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um exemplo

Estreia com exemplo de austeridade
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.
Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-02-05/politica/1848/ESTREIA-COM-EXEMPLO-DE-AUSTERIDADE.pnhtml

Esse é um exemplo de deputado. Quem dera se tivessemos escolhido mais iguais a este.

PaZ !

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um amor - Terceiro capítulo

O desfecho


Mesmo abalado, sem saber mais de nada. Pablo continuou a olhar apaixonadamente Melissa. Mas como todo homem, tinha que fazer uma bobagem. Ainda maior. Vou lhe contar com detalhes.
Era sexta-feira, Leandro não havia ido à escola. Então Pablo estava sozinho esperando o ônibus de volta para casa. Quando vê Melissa e Raquel (Raquel é a amiga loira) vindo em direção ao ponto. Elas ficaram atrás dele, já que estava sentado no ponto. Cochichavam algo, mas ele disfarçava e olhava para o outro lado. Foi ai que Raquel sentou-se ao seu lado, ele a olhou, então começa o dialogo:
- Oi.
- Oi. A voz mal sai da boca de Pablo.
- Então, você tem cel.?
- Não.
- Me passa o número do telefone da tua casa então?
- Sim. Então ele passa o número, e Raquel volta a falar.
- É uma amiga minha que quer te conhecer.
- Quem que é?
- Ah, uma loira que anda comigo. Bom, vou ter que ir. Obrigada. Tchau.
- Tchau.
Então Pablo fica a pensar. Quem será essa amiga? Será mentira? Será que o número era para Melissa e ela não quis dizer? E seu coração bobo e apaixonado começa a criar mil expectativas novamente. Passa o final de semana e nada de ligação. Na segunda é dia de aula normal. Na hora do intervalo surge uma menina e pergunta se Pablo queria ir falar com sua amiga agora. A tal que pedirá o seu número. Ele então concorda e vai ver quem era. Realmente era loira, não era Melissa. Mas era bonita, mais velha que ele e falava muito bem. Praticamente só ela falou durante a conversa. Então terminou o intervalo e eles ficaram de se ver novamente no outro dia. E assim aconteceu, se viram e dessa vez ficaram. Talvez naquele momento as chances de Pablo conseguir ficar com o seu grande amor acabaram. Mas para ele não importava, já estava a fim de esquecer Melissa, não queria mais ficar com aquela angustia. Aquele amor não correspondido estava acabando com ele, porém quem foi que disse que o coração obedece à razão? O caso com a outra garota não vingou, e apaixonado ele continuo e assim se prosseguiu.
Depois de algum tempo, houve outras tentativas de abordagem, mas sempre da maneira errada, sempre mandava alguém falar com ela. Só o medo nunca o abandonou.
Foi quando devido ao curso que ele iria fazer, Pablo deixou a escola onde estudava. Foi estudar perto de casa e nunca mais viu Melissa. Apaixonou-se outras vezes, e com a lição que aprendeu quando tinha seus 14 ou 15 anos, não errou mais. Nunca mais deixou de dizer o que sentia ou o que queria a ninguém. Por mais difícil que fosse. Não era mais um garoto. Amou, desprezou, foi desprezado, agiu com inteligência, foi burro, ficou sem se quer sentir nada, deixou de ficar amando ou pelo menos achando que estava amando muito e assim foi. Sempre com os seus casos, sem muita importância. Onde ele curtia e não saia ferido. Perfeito, não? É, mas a vida é feita de surpresas. Essa tal de vida não é fácil.
Depois de anos, tantos que fazem até você esquecer-se do rosto de certas pessoas. Mas do rosto de um amor tão grande como foi este não se esquece nunca.
Pablo estava andando, a caminho de um lugar para almoçar em um dia ensolarado de trabalho, mas nada cansativo. As horas se passavam rápidas, era quase uma hora da tarde. Ele andava distraído, pensando em alguma canção. Quando passa por um ponto de ônibus, daqueles enormes. Mas estava quase vazio, como é de seu costume, foi olhando as pessoas tentando achar um rosto conhecido em meio a tantos. Quando alguém que estava sentada se vira. Ele a olha no fundo dos olhos, aqueles olhos com um brilho só deles. Quase refletiam o seu olhar de surpresa. Mas que surpresa! Essa altura já imagina quem seja? Pois é, era Melissa. Foi tudo muito rápido, ele andando depressa como sempre, nem sequer fez questão de olhar novamente, olhou para frente e continuo andando. Mesmo com o coração disparado e sentido algo muito estranho. Parecia que inflaram um balão dentro de seu peito e agora ele desce até a barriga e sobe até o peito novamente. É caro leitor, ele balançou. Mas quem não balançaria?
Foi amor à primeira vista. E o desse tipo não se esquece jamais!

Fim?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um amor - Segundo capítulo

O medo e a consequência


Passaram se vários dias. Os amigos já sabiam, e era cada vez mais evidente que Pablo estava apaixonado, perdidamente apaixonado por uma garota que ele não sabia ao menos o nome. Bom isso foi fácil de resolver. Pergunta ali, conversa aqui, e é Melissa o nome dela. Bom o nome já temos. Só falta declarar todo este amor para ela. Mas como? Pablo nunca havia se apaixonado. Apenas namorinhos quando criança. Amor de verdade foi à primeira vez.
Você sabe o que é tremer só de ver uma pessoa passar? Sim, você leitor. Sabes? Então, é o que nosso pobre Pablo sentia. Os amigos diziam para ele ir logo falar com ela. Ameaçavam ir até ela e revelar que havia uma pessoa perdidamente apaixonada por ela. Mas ele tremia e sentia um frio na boca do estomago só de escutar uma coisa dessas. Então começou a matutar como chegaria e conquistaria sua ardente paixão. Ou seria amor? É, amor cabe melhor neste caso.
E assim se passaram meses. Ficava olhando, olhando e olhando sem parar para ela. Nos dias que ela pegava o ônibus para ir ao curso de espanhol era uma felicidade. Tentava sentar o mais perto possível, para poder vê-la por mais tempo e talvez escutar o que dizia.
Mas certo dia, acredito que já cheios de tanto ver Pablo amando e sem coragem de dizer nada. Armaram para os dois. Chamaram uma amiga de Pablo e da turma, muito desinibida por sinal. E a mandaram ir falar para Melissa que havia um garoto querendo conhece - lá. E der repente Pablo vê a cena e tem vontade de enfiar a cabeça no chão, como fazem os avestruzes segundo a crença popular. Não tinha mais jeito. É agora ou nunca. Ou vai ou racha.
E tudo ficou marcado para a hora da saída. Só que o medo e o acaso às vezes são cruéis, e para o azar ou sorte de Pablo, quando todos subiram do intervalo, a sala onde ele teria aula era na frente da sala de onde Melissa teria aula. E os dois subiram um ao lado do outro. Mas que escadaria imensa ficou a escada que levara até o segundo andar do prédio interno da escola. Sem dizer uma só palavra. Uma só! Pablo e Melissa ficaram frente a frente. Cada qual encostado do seu lado do corredor, olhando para baixo. E Pablo pensando, na hora da saída. E Melissa devia de estar pensando naquele momento, mas que garoto bobo, eu estou aqui e ele sequer me olha. E quando finalmente as duas maiores aulas da vida de Pablo se passaram ele finalmente achou que ia falar. Ensaiou e ensaiou tudo em seu pensamento. Havia pensado até em como seria a reação dela, e mais, criou até as falas que ela deveria seguir. Uma espécie de último capitulo de novela. Onde tudo sai perfeito e o mocinho fica com a mocinha dando a um grande beijo no final, que dura até quando as letrinhas param de subir. Esse garoto poderia ser escritor, ou quem sabe roteirista. Que imaginação.
Bom, mais ai vem a consequência. Do que? Do seu ato de covardia. Quando sai pelo portão principal da escola, Pablo se depara com Melissa indo embora. Olhando para trás e apenas sorrindo. Naquele momento sua cabeça começa a girar e ele nem sabe o que faz. Quando Leandro o chama para subir a rua e ir para o ponto de ônibus. Ele sem saber o que aconteceu começa a pensar, não estava tudo certo? Mas eu imaginei tudo certinho, como deveria ser cada cena. Mas infelizmente, a vida não é um filme. E o medo de Pablo ter dito tudo logo na hora do intervalo, talvez tenha lhe custado caro, muito caro.

Continua amanhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um amor

Como nasceu – Primeiro capítulo


É mais um dia comum na vida do garoto Pablo. Acordado pelo despertador estridente ao pé de sua cama. Ele se levante vai ao banheiro, após toma o seu café e parte para escola. Tudo muito normal, o mesmo ônibus, as mesmas pessoas, o mesmo amigo/irmão ao seu lado. Digo “amigo/irmão”, pois esse rapaz, o Leandro, é o irmão que Pablo nunca teve. Companheiro já de muitos anos. Alguns até comentavam que eles pareciam irmãos realmente. E vai saber, não dizem que os amigos são a família que nos deixam escolher? Pois bem, estes são praticamente isto. Mas voltando a história. Como de costume chegaram à escola cedo. Entraram pelo portão da secretaria, já que o principal não abrirá àquela hora da manhã. Entraram e foram ao pátio. Nem preciso dizer que foi como sempre, né? Enfim começam a chegar às pessoas. Chegam os amigos de classe, outros de outras classes. Amigos de amigos que viram amigos também. Sabe como é caro leitor. Na escola todos se conheciam por se tratar dos alunos quase todos morarem no mesmo bairro, Pablo e Leandro são os que moram mais longe, mas mesmo assim têm muitos amigos.
O sinal bate e todos vão para suas salas. Passadas as horas, da o horário da saída. E Pablo e Leandro vão para o ponto de ônibus esperar a única linha que vai para o bairro onde moram. Ônibus ainda meio vazio, mas que em dentro de estantes estará lotado e quente, por se tratar de ser meio dia e alguns minutos. Como de costume, os dois estão sentados um do lado do outro e o caminho todo eles vão dando risada e caçoando de algumas pessoas, coisas que eles fazem até os dias de hoje. Caminho tranquilo e longo, cerca de quarenta minutos depois chega o ponto de decida. Encaminham-se até o final do ônibus, apertadíssimo por sinal, como tem gente neste lugar, pensa Pablo. Ao chegar à porta o ônibus já parando, Pablo avista no último banco, sentada de frente para o corredor do mesmo. Uma garota linda, cabelos castanhos com luzes loiras, linda, morena, linda, rosto lindo, sorrindo, de aparelho nos dentes, mas seu sorriso era contagiante, linda, olhos com um brilho inigualável, linda, roupas meio largas, linda, parece que anda de skate ou sei lá, linda! Sabe quando cerca de três segundos parecem uma eternidade. Foi isso que aconteceu com Pablo naquele momento. Só voltou a si quando a porta do ônibus ia se fechar e ele iria ficar dentro ainda. Desceu rapidamente, mas ainda com aquela visão na sua mente. Que garota sensacional pensava. Sentiu que precisava falar isso. E perguntou a Leandro se ele também havia visto. Ele simplesmente responde:
- Vi sim, é lá da escola.
Como?! Pensa Pablo. Como? Nunca a vi por lá e indaga.
- Sério? Nunca a vi.
- Sério. A menina loira que estava ao lado dela também é da escola. E é muito bonita né? Diz Leandro.
- É sim. Mas achei muito mais bonita a morena.
Pablo nem havia visto que tinha outra menina lá. Mas resolveu disfarçar.
Passou o dia lembrando-se daquele rosto, daquele corpo. E pensando que deviria ver ela no outro dia. Tinha que ver, saber se realmente ela estuda na mesma escola que ele.
No dia seguinte acordou animado, e o caminho todo pensando em ver novamente a garota. Entra pela porta da secretaria como de costume e fica por ali. Vendo todo mundo que também entrará por lá. Quando der repente ela adentra o recinto. Junto com a tal amiga loira, sorrindo como no outro dia. Ainda mais linda! Tudo é lindo para um coração que está apaixonado. Foi amor à primeira vista. Daqueles que não se esquece.

Continua amanhã.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O orgulho da família

Todos os dias Arnaldo acorda às 5:00h da manhã. Toma o seu café amargo e sai para trabalhar. Às 5:30 passa o seu ônibus, lá se vão duas horas dentro dele e depois 15 minutos de caminhada e enfim chega na obra.
Trabalhador da construção civil, conhecido como Peão. Corria para mexer a massa, carregava blocos, pegava sacos de cimento e areia. E isto antes da melhor hora, o almoço às 12:00h. Esquentava sua marmita no Banho e Maria e ia se deliciar com a comida de sua doce irmã Joana. Pouco tempo depois, mas precisamente às 13h já tinha que estar pronto para mais 4h de muito trabalho.
Exausto Arnaldo escuta o tão sonhado sinal, que sinal? O sinal que já são 17h. Todo animado corre para o vestiário para tomar banho e logo se encaminhar para pegar a condução de volta para casa. A tarde o trânsito é mais pesado, então 3h depois ele consegue chegar à sua residência. Acha algo estranho, mas prefere não comentar. Janta e conversa com sua irmã. Fala sobre o seu dia, pergunta como foi o dela. A ajuda na cozinha e depois vai ver um programa na TV. Enfim resolve perguntar:
 - Onde está o Arnaldinho?
Ah, Arnaldinho é filho de Arnaldo e Luiza sua falecida esposa. Luiza faleceu no parto de Arnaldo Junior, garoto esperto que sempre quis ser o orgulho da família. Então Joana responde:
 - Ele saiu a tarde dizendo que ia pegar o resultado da prova de semana passada. E até agora nada.
De repente entra alguém correndo pelo quintal, Arnaldo percebendo isto corre para a porta e a abre. Era Arnaldinho que pula em cima de seu pai e grita:
 - PASSEI! PASSEI!
Arnaldinho havia feito a segunda prova para estudar em uma universidade federal. Garoto pobre, criado apenas pelo pai e que sempre estudou em escolas públicas hoje mais do que nunca virou o orgulho da família.
Neste momento já não contendo as lágrimas, Arnaldo se lembra de sua falecida que se estivesse ali não iria conseguir nem falar de tanta emoção. Lembra também de toda a sua batalha para criar este menino sozinho, e vê que tudo valeu à pena, que aquelas mãos calejadas que o acompanham tiveram um propósito. Já que ele nunca permitiu que seu filho trabalhasse e sempre o incentivou a estudar.

Então o que para muitos é apenas mais uma fase da vida, para outros é a razão de uma vida inteira.

PaZ !

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Discurso

Estava eu hoje lendo alguns textos sobre a Etiópia, Jamaica e cultura Rasta, quando me deparei com este trecho do discurso feito por Haile Selassie na Liga das Nações em 1936. Achei o trecho muito interessante e sábio. Por isto resolvi compartilhá-lo com você caro leitor.

“Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa não for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida, mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal.”

Haile Selassie (23 de Julho de 1892 - 27 de Agosto de 1975)

Só complementando.
Não só a Africa não terá paz, mas sim todas as nações e continentes.

PaZ !

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aumento abusivo (continuação)

No dia 05 deste mês publiquei um texto denominado “Aumento abusivo”, no qual me refiro ao aumento da passagem de ônibus. Depois de postar, estive lendo algumas coisas e resolvi escrever mais um pouco sobre este assunto.

Que o aumento é um absurdo é fato, creio que todos concordam.
No entanto, lendo alguns textos de pessoas que estão se mobilizando a fazer passeatas contra a nova tarifa, percebi que o aumento é um absurdo ainda maior do que eu pensava. Seguindo a linha de raciocínio dos autores dos textos, pude perceber que o transporte público não deveria ao menos ser cobrado. Calma, não fiquei louco. Apenas li algo que me fez pensar e que terminou por me convencer.
Agora lhe apresento mais ou menos a linha de raciocínio contida no texto. Desculpe-me, mas não disponho do link do mesmo, nem o seu autor.
Bem, pense comigo caro leitor. Se o transporte é público, ele é para todos, correto? Porém, com este aumento uma parte da população não irá mais se locomover usando ônibus. O que? Você me pergunta. É isso mesmo, pense em alguém que ganha pouco menos que um salário mínimo e tem que criar dois filhos (chutando baixo). Está pessoa teria 5,80 reais para ir até o centro da cidade e voltar? Eu acho que não. Este aumento chega a ferir o direito constitucional que todos temos. Que direito é este? O direito de ir e vir, garantido por lei. Isto mesmo, porque com um preço abusivo deste, os filhos de uma pessoa como esta que eu citei não irão conseguir ir ao cinema, ir ao teatro, ou até mesmo ao médico, escola e afins. Por ser impossível para eles arcarem com as despesas do transporte. Pode parecer loucura, eu sei. Mas se o ensino público e de graça, os hospitais públicos são de graça também, por que o transporte deve ser pago?
A prefeitura deveria cuidar do transporte, mas não, eles não querem mais trabalho. Então transferem esta responsabilidade para empresas de transportes como a SBC Trans. E as pagam por isto. E mais, os subsídios estão para aumentar este ano. Pelo menos em São Paulo. Então por que do aumento? Lucro para os empresários, donos de empresas. Para não dizer que estou exagerando, acho que deveríamos pagar apenas um valor simbólico de passagem, 1 real ou 1,50 no maximo.
Não é justo pagarmos duas vezes pelos ônibus, isto mesmo, duas vezes! Já que a prefeitura usa o nosso dinheiro arrecadado pelos impostos para pagar estas empresas, nós não podemos deixar barato este roubo.

Abaixo, segue um convite que recebi por email.

“ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS
A passagem de ônibus em São Paulo atingiu neste começo de janeiro o absurdo patamar de R$ 3,00. Não há como ficar calado frente a este aumento que ocorre apenas um ano depois do último e em benefício exclusivo dos empresários do setor.
Para aqueles que não se lembram, no início da gestão Kassab o ônibus estava a R$ 2,00!
E como se não bastassem todos os aumentos, o dinheiro (o nosso dinheiro) que a prefeitura entrega às empresas de ônibus paralelamente à tarifa, os subsídios, estão previstos para aumentar em 2011!
O próximo ato é no dia 13/01 (quinta-feira), com concentração às 17h na frente do Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú). Pelo direito à cidade e contra a exclusão que só se faz mais forte com a tarifa mais cara, precisamos barrar esse aumento! Vamos às ruas!
Divulguem o mais que puderem. Vamos expandir a luta!
Quando: 13/01 (quinta) às 17h
Onde: concentração no Teatro Municipal (metrô Anhangabaú)
POR UMA VIDA SEM CATRACAS!
MOVIMENTO PASSE LIVRE – SP”
PaZ !

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Ler devia ser proibido"

Campanha de incentivo à leitura idealizada e produzida por: Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz, Filipe Bezerra. (Alunos do 2ºano - turma pp02/2003 - do curso de Publicidade e Propaganda da UNIFACS - Universidade Salvador).

Vale a pena ver esta campanha, muito boa!



PaZ !

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Aumento abusivo

“Pergunte a Procedência do aumento da condução,
Pergunte a Procedência do aumento do mercado,
Pergunte a Procedência dos juros extorcivos,
Pergunte a Procedência das séries de inflação,
Certeza de não punição
Filho da Puta que concorre a eleição
Tá abusando da minha nação!”

Procedência C.D – Planet Hemp

É com este trecho que começo o texto de hoje.
Como muitos devem saber, a tarifa do transporte público em São Paulo e nas cidades da região do ABC subiu. Aqui em São Bernardo do Campo não foi diferente, a tarifa dos ônibus da empresa SBC Trans passaram de 2,50 reais para 2,90 reais. Um aumento de 40 centavos inexplicáveis. Ta certo que agora temos alguns ônibus novos, com espaço para cadeirantes e deficientes visuais com cães guia. Porém é um absurdo você pagar 2,90 para viajar em pé depois de um dia de trabalho. Porque mesmo com novos veículos, algumas linhas continuam super lotadas! Essas que além de lotadas demoram a passar, fazendo com que você fique até meia hora esperando, ou mais.
É como disse o Mundano no Twitter, isto é um “Abusão (aumento abusivo do busão)”. E o pior não é a empresa ou o governo aumentar tanto o preço, o que é revoltante e ver o pessoal tocando o “foda-se”. A galera não esta nem ai, como se não fossem eles que irão pagar esse valor abusivo.
Hoje é o ônibus, amanhã será a luz, a água e por ai vai. Em São Paulo rolou uma manifestação, acho MUITO valido uma aqui em São Bernardo. Porém não há uma mobilização da população. A maioria esta muito ocupada vendo quem entrou ou deixou de entrar no BBB.

Bom, se alguem se mobilizar a fazer algo a respeito, estou aqui para o que der e vier. Disposto a ajudar no que for.

“Juntos venceremos, divididos cairemos” Bob Marley.

E pra quem quiser conhecer o trabalho do Mundano, aqui está o Flickr dele. Vale a pena conferir. http://www.flickr.com/photos/artetude

PaZ !

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A vida

Hoje completo 20 anos de existência.
Mas não é só por isto que decidi postar hoje. Não é só por isso que decidi fazer uma breve reflexão do que é a vida. De como ela voa.

Hoje dia 3 de Janeiro, comecinho do ano ainda. “Ano novo, vida nova”, é o que todos dizem. A maioria só diz, porque continuará com os mesmos hábitos, com o mesmo emprego que não gosta, com as mesmas amizades fúteis, com os mesmos pensamentos inúteis e a mesma falta de atitude e conhecimento.
A vida é muito para só no começo do ano querer mudar e renovar as esperanças. Isso deve ser feito diariamente. Todo dia é dia de querer melhorar. De querer ser feliz!

No dia primeiro deste ano, meu tio Airton, o qual morava em Araçatuba e que há 4 anos eu não via, veio a falecer. Na sexta dia 31 ele foi ao hospital falando e tudo, aparentemente sem muitos danos a saúde. No outro dia sairá direto para o cemitério.
Só quando há uma morte tão próxima como esta, que você percebe o quão nossa vida pode ser frágil. Em um momento se esta bem, no outro você pode nem estar mais aqui.
Ai é tarde para perdoar, tarde para se aproximar de alguém, tarde para querer viver, para mudar e se transformar.

Então, o que você fez hoje para ser mais feliz?

PaZ !