sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu senti que aquela seria a última vez

Ainda lembro do dia anterior, de todo o longo caminho, da ansiedade, do frio na barriga e do amor. Era seu aniversário e eu estava entusiasmado, veria você finalmente depois de meses de espera. Tomei aquele banho, me perfumei, coloquei seu presente na mochila e um texto que eu iria lendo no caminho. Antes de sair de casa, pedi que tudo desse certo. E parti.
Chegando ao destino te liguei, e você com sua voz inconfundível, pediu que a lhe esperasse. Assim fiz, continuei lendo concentrado mais nas batidas do meu coração, do que propriamente no que ali estava escrito. Foi quando escutei um “Psiu”, olhei e congelei por um segundo. Você estava radiante, sorrindo ao meu olhar. Fui até você e tudo que consegui fazer foi te dar um abraço. Abracei-lhe com a alma e senti meu coração disparar, o calor tomar conta de mim, mas disfarcei. Perguntei como estavam as coisas, e começamos um assunto qualquer. Daí por diante foram momentos maravilhosos, tudo foi perfeito. Você gostou do presente, eu gostei dos seus familiares e creio que eles também foram com a minha cara. Rolou um papo legal com as suas amigas. Algumas pessoas perguntavam se éramos namorados, quem me dera eu pensava, mas apenas respondia que bons amigos, com um sorriso. A noite passou e tudo continuou bom, mas faltava o principal. Eu ainda não havia beijado a sua boca novamente. Mas logo chegou à minha hora, me despedi de todos com promessas que voltaria em outra ocasião. Para minha sorte ou não, estava chovendo muito, e lá fomos nós dividindo um guarda chuva. Logo que chegamos o ônibus veio, e na despedida eu a olhei no fundo dos olhos, e você me olhando de volta me fez pensar mil coisas. Quando de repente você me abraça e com a cabeça no meu peito, certamente escutando o pulsar do meu coração atrapalhado me disse um tchau, um até logo ou um até a próxima. E eu sem abrir a boca lhe disse um adeus.

PaZ !

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Conclusão

Observando cheguei a uma conclusão. Ser feliz é difícil. Sim, é difícil para algumas pessoas, a maioria para ser sincero. Todos querem sempre mais, por isso nunca estão satisfeito, por isto nunca estão realmente felizes. Vai dizer que você nunca reparou que todos dizem a mesma coisa? “Que tempo bom era aquele, eu era feliz e não sabia”. Com certeza vão se passar alguns anos e eles irão repetir a mesma frase, agora se referindo aos dias de hoje. Pare, pense e reflita. Da vida nada se leva. Dinheiro não é tudo. Deixe de pedir tanto e agradeça mais. Abra os olhos e veja o quão feliz você é hoje. Veja os amigos que se tem, a família e tudo que lhe faz se sentir bem. Porque estar feliz é um estado de espírito e não uma dependência ou uma condição de ter ou estar com algo ou alguém.

PaZ !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um exemplo

Estreia com exemplo de austeridade
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.
Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-02-05/politica/1848/ESTREIA-COM-EXEMPLO-DE-AUSTERIDADE.pnhtml

Esse é um exemplo de deputado. Quem dera se tivessemos escolhido mais iguais a este.

PaZ !

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um amor - Terceiro capítulo

O desfecho


Mesmo abalado, sem saber mais de nada. Pablo continuou a olhar apaixonadamente Melissa. Mas como todo homem, tinha que fazer uma bobagem. Ainda maior. Vou lhe contar com detalhes.
Era sexta-feira, Leandro não havia ido à escola. Então Pablo estava sozinho esperando o ônibus de volta para casa. Quando vê Melissa e Raquel (Raquel é a amiga loira) vindo em direção ao ponto. Elas ficaram atrás dele, já que estava sentado no ponto. Cochichavam algo, mas ele disfarçava e olhava para o outro lado. Foi ai que Raquel sentou-se ao seu lado, ele a olhou, então começa o dialogo:
- Oi.
- Oi. A voz mal sai da boca de Pablo.
- Então, você tem cel.?
- Não.
- Me passa o número do telefone da tua casa então?
- Sim. Então ele passa o número, e Raquel volta a falar.
- É uma amiga minha que quer te conhecer.
- Quem que é?
- Ah, uma loira que anda comigo. Bom, vou ter que ir. Obrigada. Tchau.
- Tchau.
Então Pablo fica a pensar. Quem será essa amiga? Será mentira? Será que o número era para Melissa e ela não quis dizer? E seu coração bobo e apaixonado começa a criar mil expectativas novamente. Passa o final de semana e nada de ligação. Na segunda é dia de aula normal. Na hora do intervalo surge uma menina e pergunta se Pablo queria ir falar com sua amiga agora. A tal que pedirá o seu número. Ele então concorda e vai ver quem era. Realmente era loira, não era Melissa. Mas era bonita, mais velha que ele e falava muito bem. Praticamente só ela falou durante a conversa. Então terminou o intervalo e eles ficaram de se ver novamente no outro dia. E assim aconteceu, se viram e dessa vez ficaram. Talvez naquele momento as chances de Pablo conseguir ficar com o seu grande amor acabaram. Mas para ele não importava, já estava a fim de esquecer Melissa, não queria mais ficar com aquela angustia. Aquele amor não correspondido estava acabando com ele, porém quem foi que disse que o coração obedece à razão? O caso com a outra garota não vingou, e apaixonado ele continuo e assim se prosseguiu.
Depois de algum tempo, houve outras tentativas de abordagem, mas sempre da maneira errada, sempre mandava alguém falar com ela. Só o medo nunca o abandonou.
Foi quando devido ao curso que ele iria fazer, Pablo deixou a escola onde estudava. Foi estudar perto de casa e nunca mais viu Melissa. Apaixonou-se outras vezes, e com a lição que aprendeu quando tinha seus 14 ou 15 anos, não errou mais. Nunca mais deixou de dizer o que sentia ou o que queria a ninguém. Por mais difícil que fosse. Não era mais um garoto. Amou, desprezou, foi desprezado, agiu com inteligência, foi burro, ficou sem se quer sentir nada, deixou de ficar amando ou pelo menos achando que estava amando muito e assim foi. Sempre com os seus casos, sem muita importância. Onde ele curtia e não saia ferido. Perfeito, não? É, mas a vida é feita de surpresas. Essa tal de vida não é fácil.
Depois de anos, tantos que fazem até você esquecer-se do rosto de certas pessoas. Mas do rosto de um amor tão grande como foi este não se esquece nunca.
Pablo estava andando, a caminho de um lugar para almoçar em um dia ensolarado de trabalho, mas nada cansativo. As horas se passavam rápidas, era quase uma hora da tarde. Ele andava distraído, pensando em alguma canção. Quando passa por um ponto de ônibus, daqueles enormes. Mas estava quase vazio, como é de seu costume, foi olhando as pessoas tentando achar um rosto conhecido em meio a tantos. Quando alguém que estava sentada se vira. Ele a olha no fundo dos olhos, aqueles olhos com um brilho só deles. Quase refletiam o seu olhar de surpresa. Mas que surpresa! Essa altura já imagina quem seja? Pois é, era Melissa. Foi tudo muito rápido, ele andando depressa como sempre, nem sequer fez questão de olhar novamente, olhou para frente e continuo andando. Mesmo com o coração disparado e sentido algo muito estranho. Parecia que inflaram um balão dentro de seu peito e agora ele desce até a barriga e sobe até o peito novamente. É caro leitor, ele balançou. Mas quem não balançaria?
Foi amor à primeira vista. E o desse tipo não se esquece jamais!

Fim?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um amor - Segundo capítulo

O medo e a consequência


Passaram se vários dias. Os amigos já sabiam, e era cada vez mais evidente que Pablo estava apaixonado, perdidamente apaixonado por uma garota que ele não sabia ao menos o nome. Bom isso foi fácil de resolver. Pergunta ali, conversa aqui, e é Melissa o nome dela. Bom o nome já temos. Só falta declarar todo este amor para ela. Mas como? Pablo nunca havia se apaixonado. Apenas namorinhos quando criança. Amor de verdade foi à primeira vez.
Você sabe o que é tremer só de ver uma pessoa passar? Sim, você leitor. Sabes? Então, é o que nosso pobre Pablo sentia. Os amigos diziam para ele ir logo falar com ela. Ameaçavam ir até ela e revelar que havia uma pessoa perdidamente apaixonada por ela. Mas ele tremia e sentia um frio na boca do estomago só de escutar uma coisa dessas. Então começou a matutar como chegaria e conquistaria sua ardente paixão. Ou seria amor? É, amor cabe melhor neste caso.
E assim se passaram meses. Ficava olhando, olhando e olhando sem parar para ela. Nos dias que ela pegava o ônibus para ir ao curso de espanhol era uma felicidade. Tentava sentar o mais perto possível, para poder vê-la por mais tempo e talvez escutar o que dizia.
Mas certo dia, acredito que já cheios de tanto ver Pablo amando e sem coragem de dizer nada. Armaram para os dois. Chamaram uma amiga de Pablo e da turma, muito desinibida por sinal. E a mandaram ir falar para Melissa que havia um garoto querendo conhece - lá. E der repente Pablo vê a cena e tem vontade de enfiar a cabeça no chão, como fazem os avestruzes segundo a crença popular. Não tinha mais jeito. É agora ou nunca. Ou vai ou racha.
E tudo ficou marcado para a hora da saída. Só que o medo e o acaso às vezes são cruéis, e para o azar ou sorte de Pablo, quando todos subiram do intervalo, a sala onde ele teria aula era na frente da sala de onde Melissa teria aula. E os dois subiram um ao lado do outro. Mas que escadaria imensa ficou a escada que levara até o segundo andar do prédio interno da escola. Sem dizer uma só palavra. Uma só! Pablo e Melissa ficaram frente a frente. Cada qual encostado do seu lado do corredor, olhando para baixo. E Pablo pensando, na hora da saída. E Melissa devia de estar pensando naquele momento, mas que garoto bobo, eu estou aqui e ele sequer me olha. E quando finalmente as duas maiores aulas da vida de Pablo se passaram ele finalmente achou que ia falar. Ensaiou e ensaiou tudo em seu pensamento. Havia pensado até em como seria a reação dela, e mais, criou até as falas que ela deveria seguir. Uma espécie de último capitulo de novela. Onde tudo sai perfeito e o mocinho fica com a mocinha dando a um grande beijo no final, que dura até quando as letrinhas param de subir. Esse garoto poderia ser escritor, ou quem sabe roteirista. Que imaginação.
Bom, mais ai vem a consequência. Do que? Do seu ato de covardia. Quando sai pelo portão principal da escola, Pablo se depara com Melissa indo embora. Olhando para trás e apenas sorrindo. Naquele momento sua cabeça começa a girar e ele nem sabe o que faz. Quando Leandro o chama para subir a rua e ir para o ponto de ônibus. Ele sem saber o que aconteceu começa a pensar, não estava tudo certo? Mas eu imaginei tudo certinho, como deveria ser cada cena. Mas infelizmente, a vida não é um filme. E o medo de Pablo ter dito tudo logo na hora do intervalo, talvez tenha lhe custado caro, muito caro.

Continua amanhã.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um amor

Como nasceu – Primeiro capítulo


É mais um dia comum na vida do garoto Pablo. Acordado pelo despertador estridente ao pé de sua cama. Ele se levante vai ao banheiro, após toma o seu café e parte para escola. Tudo muito normal, o mesmo ônibus, as mesmas pessoas, o mesmo amigo/irmão ao seu lado. Digo “amigo/irmão”, pois esse rapaz, o Leandro, é o irmão que Pablo nunca teve. Companheiro já de muitos anos. Alguns até comentavam que eles pareciam irmãos realmente. E vai saber, não dizem que os amigos são a família que nos deixam escolher? Pois bem, estes são praticamente isto. Mas voltando a história. Como de costume chegaram à escola cedo. Entraram pelo portão da secretaria, já que o principal não abrirá àquela hora da manhã. Entraram e foram ao pátio. Nem preciso dizer que foi como sempre, né? Enfim começam a chegar às pessoas. Chegam os amigos de classe, outros de outras classes. Amigos de amigos que viram amigos também. Sabe como é caro leitor. Na escola todos se conheciam por se tratar dos alunos quase todos morarem no mesmo bairro, Pablo e Leandro são os que moram mais longe, mas mesmo assim têm muitos amigos.
O sinal bate e todos vão para suas salas. Passadas as horas, da o horário da saída. E Pablo e Leandro vão para o ponto de ônibus esperar a única linha que vai para o bairro onde moram. Ônibus ainda meio vazio, mas que em dentro de estantes estará lotado e quente, por se tratar de ser meio dia e alguns minutos. Como de costume, os dois estão sentados um do lado do outro e o caminho todo eles vão dando risada e caçoando de algumas pessoas, coisas que eles fazem até os dias de hoje. Caminho tranquilo e longo, cerca de quarenta minutos depois chega o ponto de decida. Encaminham-se até o final do ônibus, apertadíssimo por sinal, como tem gente neste lugar, pensa Pablo. Ao chegar à porta o ônibus já parando, Pablo avista no último banco, sentada de frente para o corredor do mesmo. Uma garota linda, cabelos castanhos com luzes loiras, linda, morena, linda, rosto lindo, sorrindo, de aparelho nos dentes, mas seu sorriso era contagiante, linda, olhos com um brilho inigualável, linda, roupas meio largas, linda, parece que anda de skate ou sei lá, linda! Sabe quando cerca de três segundos parecem uma eternidade. Foi isso que aconteceu com Pablo naquele momento. Só voltou a si quando a porta do ônibus ia se fechar e ele iria ficar dentro ainda. Desceu rapidamente, mas ainda com aquela visão na sua mente. Que garota sensacional pensava. Sentiu que precisava falar isso. E perguntou a Leandro se ele também havia visto. Ele simplesmente responde:
- Vi sim, é lá da escola.
Como?! Pensa Pablo. Como? Nunca a vi por lá e indaga.
- Sério? Nunca a vi.
- Sério. A menina loira que estava ao lado dela também é da escola. E é muito bonita né? Diz Leandro.
- É sim. Mas achei muito mais bonita a morena.
Pablo nem havia visto que tinha outra menina lá. Mas resolveu disfarçar.
Passou o dia lembrando-se daquele rosto, daquele corpo. E pensando que deviria ver ela no outro dia. Tinha que ver, saber se realmente ela estuda na mesma escola que ele.
No dia seguinte acordou animado, e o caminho todo pensando em ver novamente a garota. Entra pela porta da secretaria como de costume e fica por ali. Vendo todo mundo que também entrará por lá. Quando der repente ela adentra o recinto. Junto com a tal amiga loira, sorrindo como no outro dia. Ainda mais linda! Tudo é lindo para um coração que está apaixonado. Foi amor à primeira vista. Daqueles que não se esquece.

Continua amanhã.