terça-feira, 26 de abril de 2011

Exatamente igual

Tudo é exatamente igual todos os dias, acorda cedo, o primeiro pensamento é que um dia isto irá mudar. Engole um pão e um copo de café com leite, mais café que leite para poder acordar de vez. Desce a rua fazendo uma oração e olhando o movimento, dificilmente vê algum rosto que já não tenha visto por aquele horário. Avista lá no final, quase na avenida, aquele filhote de cachorro magro, que todos os dias o faz lembrar do Vagabundo, do filme “A Dama e o Vagabundo”, ele realmente é muito semelhante. Finalmente chega ao ponto de ônibus, mas antes para na frente da banca de jornal, da uma rápida lida nas manchetes; mortes, esportes, ah, fulana se separou de sicrano.. “Foda-se”, pensa consigo. Para no ponto, olha ao redor, rostos conhecidos, afinal, tudo é exatamente igual. Logo chega o ônibus, não é cheio e nem é vazio, consegui ir sentado, tranquilo. Às vezes o cobrador muda, mas de resto, na mesma. Em alguns minutos chega ao trabalho, liga o computador, abre a janela e vê que nada mudou. E nem mudará. Infelizmente caro amigo, você caiu em uma espécie de ciclo vicioso, o qual não te deixara sair nunca. Afinal, tudo é exatamente igual, se você assim permitir.

PaZ!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Violão, canção e olhar

Pedro nasceu em uma família simples, rapaz dedicado aos estudos, trabalhador que sempre ajudou os seus pais. Liz tem o pai empresário, a mãe médica que largou a profissão apenas para se dedicar à educação da filha. Pedro curtia andar de skate e tocar Reggae e MPB, como ele mesmo dizia. Liz gostava de música Pop e Eletrônica, tinha pavor desse pessoal que senta na calçada com um violão e começa a dedilhar uma canção. Mesmo com toda essa diferença social e cultural, ambos estudavam na mesma escola. Pedro bolsista estudava no período noturno e trabalhava durante o dia, Liz estudava na manhã e fazia cursinho a tarde. No último ano de colégio os pais de Pedro decidiram colocar o filho para estudar de manhã e fizeram ele sair do emprego, para que se dedicasse ao vestibular que estava por chegar. Já no primeiro dia de aula, chega Pedro com o seu violão, na hora do intervalo como costumava fazer a noite, começou a tocar músicas de Natiruts, Chico Buarque e atendendo a pedidos, Bob Marley. Liz olhava de longe com as suas colegas de classe, pensando quem seria esse menino novo no colégio. Sabia que ele era da outra sala do terceiro ano, mas nunca imaginou ver alguém assim ali. Um cara meio largado, com um tênis furado, camiseta larga, barba por fazer e dreads no cabelo. Quem é ele? Então ela e as meninas resolveram chegar mais próximo da roda que se formava envolta de Pedro e seu amigo Luiz, que também levou um violão. Pedro entre uma olhada e outra para o pessoal se deparou com uma menina loira de olhos azuis, que o olhava nos olhos. Liz por sua vez, estava começando a achar aquelas músicas interessantes, até o músico olhar em seus olhos e ela sentir algo estranho. De repente o sinal toca, o pessoal começa a ir para as salas e Pedro sai apressado, queria encontrar aquela bela garota. Mas não a encontra, decidi então esperar ma saída, e nada novamente. Vai pra casa pensando nela, da mesma maneira Liz vai para o cursinho pensando quem era e porque sentiu aquilo por aquele garoto. No curso ela não conseguia prestar atenção em nada, então decidiu ir ao parque municipal de sua cidade para ler um livro na sombra e sentir o vento em seu rosto. Começa a ler tranquila, quando escuta alguém tocando uma música que ela tinha certeza que já havia escutado, mas não reconhecia. Resolveu ir ver quem estava tocando, e para sua surpresa, vê Pedro e seu violão, desta vez ele estava tocando sozinho. Ela não tem reação, fica ali parada olhando. Até que Pedro a olha e para de tocar, e os dois permanecem se olhando até que ele levanta vai até Liz e a beija demoradamente. No outro dia um novo casal estava formado na escola, não se sabe se foi pela música ou pelas diferenças entre eles. Eu acredito que foi coisa do olhar. E até hoje todos dizem que ele completa ela e vive versa.

PaZ!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quem sabe.

Sabe, a cada dia que lembro de nós, penso em como tudo mudou de lá pra cá. Eu achava que já sabia de tudo, você se sentia como se tudo estivesse perfeito. E quer saber, tudo chegava quase à perfeição. Digo quase, pois não acho que esse negocio de perfeição exista. Mas isso é assunto para outra prosa. Enfim, eu acreditava que tu eras aquela que nunca me abandonaria. Você me via como o cara que jamais vacilaria. É, estávamos enganados. Não que você me abandonou ou que eu tenha vacilado contigo, mas algo aconteceu. Prefiro crer que foi algo natural. Talvez por conta da distância, do mundo ou dos nossos pensamentos diferentes. A única coisa que tenho certeza, é que aquela vontade tremenda de falar com você todos os dias, hoje não passa de uma lembrança que vem de vez em quando no final da tarde. Ou então quando ouço alguma música daquele grupo de pagode que você tanto gosta, mas só as antigas, as da nossa época, se é que houve uma época nossa. Agora o que eu carrego são boas lembranças, e acredito que você também. Quem sabe no próximo verão nós nos vemos, e quem sabe... É quem sabe é uma grande bobagem. Quem sabe sou eu, quem sabe é você. Nós sim sabemos. Sabemos que talvez tudo aquilo foi verdade, aconteceu o que tinha que acontecer e foi bom. Agora não podemos negar que não estávamos de fato preparados para aquela avalanche. Infelizmente, no meio de tanto carinho e desejo a logística não funcionou. Nossos corações se encontraram no tempo errado. Mas, quem sabe...

PaZ!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Agradecimento

Gostaria de agradecer todos que divulgaram ou indicaram alguém para realizar o tratamento de câncer que estava sendo oferecido pelo Hospital Heliópolis. Fiquei sabendo ontem que o hospital alcançou o número de pacientes que precisava, e agora essas pessoas já estão recebendo o tratamento adequado.

Uma pequena atitude faz toda a diferença.

PaZ!