É mais um dia comum na vida do garoto Pablo. Acordado pelo despertador estridente ao pé de sua cama. Ele se levante vai ao banheiro, após toma o seu café e parte para escola. Tudo muito normal, o mesmo ônibus, as mesmas pessoas, o mesmo amigo/irmão ao seu lado. Digo “amigo/irmão”, pois esse rapaz, o Leandro, é o irmão que Pablo nunca teve. Companheiro já de muitos anos. Alguns até comentavam que eles pareciam irmãos realmente. E vai saber, não dizem que os amigos são a família que nos deixam escolher? Pois bem, estes são praticamente isto. Mas voltando a história. Como de costume chegaram à escola cedo. Entraram pelo portão da secretaria, já que o principal não abrirá àquela hora da manhã. Entraram e foram ao pátio. Nem preciso dizer que foi como sempre, né? Enfim começam a chegar às pessoas. Chegam os amigos de classe, outros de outras classes. Amigos de amigos que viram amigos também. Sabe como é caro leitor. Na escola todos se conheciam por se tratar dos alunos quase todos morarem no mesmo bairro, Pablo e Leandro são os que moram mais longe, mas mesmo assim têm muitos amigos.
O sinal bate e todos vão para suas salas. Passadas as horas, da o horário da saída. E Pablo e Leandro vão para o ponto de ônibus esperar a única linha que vai para o bairro onde moram. Ônibus ainda meio vazio, mas que em dentro de estantes estará lotado e quente, por se tratar de ser meio dia e alguns minutos. Como de costume, os dois estão sentados um do lado do outro e o caminho todo eles vão dando risada e caçoando de algumas pessoas, coisas que eles fazem até os dias de hoje. Caminho tranquilo e longo, cerca de quarenta minutos depois chega o ponto de decida. Encaminham-se até o final do ônibus, apertadíssimo por sinal, como tem gente neste lugar, pensa Pablo. Ao chegar à porta o ônibus já parando, Pablo avista no último banco, sentada de frente para o corredor do mesmo. Uma garota linda, cabelos castanhos com luzes loiras, linda, morena, linda, rosto lindo, sorrindo, de aparelho nos dentes, mas seu sorriso era contagiante, linda, olhos com um brilho inigualável, linda, roupas meio largas, linda, parece que anda de skate ou sei lá, linda! Sabe quando cerca de três segundos parecem uma eternidade. Foi isso que aconteceu com Pablo naquele momento. Só voltou a si quando a porta do ônibus ia se fechar e ele iria ficar dentro ainda. Desceu rapidamente, mas ainda com aquela visão na sua mente. Que garota sensacional pensava. Sentiu que precisava falar isso. E perguntou a Leandro se ele também havia visto. Ele simplesmente responde:
- Vi sim, é lá da escola.
Como?! Pensa Pablo. Como? Nunca a vi por lá e indaga.
- Sério? Nunca a vi.
- Sério. A menina loira que estava ao lado dela também é da escola. E é muito bonita né? Diz Leandro.
- É sim. Mas achei muito mais bonita a morena.
Pablo nem havia visto que tinha outra menina lá. Mas resolveu disfarçar.
Passou o dia lembrando-se daquele rosto, daquele corpo. E pensando que deviria ver ela no outro dia. Tinha que ver, saber se realmente ela estuda na mesma escola que ele.
No dia seguinte acordou animado, e o caminho todo pensando em ver novamente a garota. Entra pela porta da secretaria como de costume e fica por ali. Vendo todo mundo que também entrará por lá. Quando der repente ela adentra o recinto. Junto com a tal amiga loira, sorrindo como no outro dia. Ainda mais linda! Tudo é lindo para um coração que está apaixonado. Foi amor à primeira vista. Daqueles que não se esquece.
Continua amanhã.
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