quinta-feira, 17 de março de 2011

Pai é tudo igual

Acordei com um gosto amargo na boca, uma sensação ruim e borboletas no estomago. É o dia chegou, e quem diria que chegaria tão rápido. Parece que foi ontem que eu a peguei no colo, e hoje entregarei a minha princesa a outro homem. Um que talvez vá lhe fazer chorar, que vai deixar ela sozinha para ir jogar futebol com os amigos. Acho que vou desmaiar quando entrar na igreja. O que eu fiz para perde lá? As filhas não deveriam crescer jamais. É muito duro para um pai deixar a sua menininha sair de casa, e a ver entregar o seu pobre coraçãozinho a um homem. Ele deve ser desses que olham outras mulheres na rua, que contam vantagens aos amigos, que bebem cerveja e fazem churrascos. Não! Não Maria, eu não posso deixar a nossa filhinha, nossa princesinha se casar assim tão nova e pura. Ela pode esperar mais, talvez encontre outro rapaz e nem se case. Talvez ela veja que só nós podemos dar o verdadeiro amor a ela e desista de se casar. Não seria perfeito?
 - Larga de bobagem João, nossa filha já é bem crescida, me confessou que nunca gostou tanto assim de um homem como gosta do Rodrigo. Onde ela vai achar homem melhor? Atencioso, trabalhador e que a ama muito.
 - Não sei, e se ele a fazer sofrer?
 - Deixe de ser bobo, nenhuma relação é perfeita. O importante é que um ama o outro. Você está parecendo o meu pai no dia do nosso casamento!
 - O que!?
 - Nada. Vamos logo, nossa querida Mônica já esta nos esperando no carro.

PaZ!

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