Samba de roda, amigos e cerveja no copo. Ah o carnaval! A melhor época do ano. Pessoas alegres nas ruas, muito álcool no sangue, muita mulher, pouca roupa, suor, olhares e prazeres. E em meio a tudo isso, estava eu andando com três amigos. Passava da meia noite e ainda estávamos atrás de mais bebida e claro, mulheres. Quando alguém disse que estava rolando um samba e um quiosque perto dali. “Opa vamos conferir” – Todos dissemos. Chegando lá vimos que o lugar era pequeno, mas muito agradável. Havia um grupo de samba de cinco rapazes jovens tocando, um balcão pequeno com dois outros servindo as pessoas que iam buscar bebidas e porções. Logo cada um pegou um copo e começamos a tomar as três primeiras cervejas. Resolvi ir ao banheiro, perguntei ao rapaz do balcão onde era, e ele me indicou. Ficava do outro lado do quiosque. Cheguei lá, esperei alguns minutinhos na fila e logo chegou minha vez. Usei, e sai. Então resolvi dar uma conferida nas pessoas que estavam deste lado, já que no outro havia muitos casais. Reparei que ali estava uma roda só de mulheres dançando, contei cinco. Bom, é um ótimo número, já que estávamos em quatro. Fui ao encontro dos meus amigos e eles logo toparam ir conferir. Pegamos mais três garrafas e fomos. Voltando vi que mais uma garota havia chego e estava dançando levemente no meio da roda. Cheguei um pouco mais perto para ver como era ela, a cerveja acaba reduzindo nossa visão. Mas do ponto onde eu estava agora, não tinha como não ver tamanha beleza. Com uma blusinha branca, uma saia verde escuro e cabelo no estilo “rabo de cavalo”, confesso que pirei! Era linda aquela visão. Fiquei uns dois minutos ali parado, só olhando. Quando Paulo veio até mim e perguntou se eu estava bem.
- Estou ótimo.
Respondi e parti ao encontro daquela mulher de pernas bonitas, cintura fininha, cara de menina, cabelo liso e uma pele cor da noite, lisa e reluzente. Parei há sua frente, ela continuou dançando, sorrindo e olhando em meus olhos. Abri a boca e falei qualquer bobagem, estava em êxtase com tamanha beleza, parecia um anjo. Ela sorriu e perguntou se eu ia ficar ali parado. Apenas estendi a minha mão para ela, que logo segurou, e continuo dançando. Eu como perna dura que sou, apenas cheguei um pouco mais perto de seu ouvido e perguntei se ela existia realmente. Novamente ela sorriu, a essa altura, essa mistura de muita bebida com aquela beleza, me deixava tonto, completamente tonto. De repente a música acabou, o grupo ia fazer uma pausa, agora o som era por conta de um DJ, que eu nem reparei que estava ali, do lado direito do grupo. Começou a tocar música eletrônica, que combinação essa que as pessoas fazem. Música eletrônica e samba. A garota então falou que não gostava desse tipo de música, logo a convidei para irmos até a areia da praia para conversarmos. Ela topou e lá fomos nós trocando olhares, risadas e esbarrões. Sentamos e começamos a conversar sobre as nossas vidas, rotinas, gostos. Incrível como tudo batia. Paramos de falar por um minuto, olhei para o céu e vi a lua, linda e esplendorosa. Comentei de sua beleza e por impulso, deitei na areia. Para minha surpresa, Sara deitou, e com a cabeça no meu peito disse que quando ela queria pensar, costumava ficar olhando para o céu, fazia planos e sonhava acordada. Dei um beijo em sua testa, e disse que a achava especial. Ela subiu um pouco, me deu um selinho e falou que tinha certeza que eu era especial. Agarrei-a pela cintura e começamos a nos beijar. Sugeri que fossemos para outro lugar, ela então respondeu que ali estava ótimo. Ficamos trocando beijos e caricias até adormecer. Acordei com o sol ardendo meus olhos, Sara já não estava mais lá, apenas achei um bilhete dobrado dentro do bolso de minha camisa, que dizia o seguinte: “Você perguntou se eu existia. Agora me pergunto se você realmente existe ou é apenas um anjo que veio até mim. Infelizmente tenho que ir, mas saiba que eu nunca vou lhe esquecer. E espero que nunca me esqueça, pois eu te amei por uma noite. Beijos. Ass. Sara”
Será que isto realmente aconteceu? Será que foi sonho meu? Ah o carnaval! Quantas “Saras” você há de colocar no meu caminho ainda?
Nenhum comentário:
Postar um comentário