Acordou cedo, tomou um banho, colocou aquela camisa preta que tanto já usou, pensou em colocar uma gravata, mas não achou conveniente, já que a mulher falou que ele poderia ir com a roupa que quisesse. Juntou a pouca fé que o restava, e novamente encheu os olhos de esperança e foi em busca do que tanto queria. Um emprego.
Chegou no horário estipulado e logo foi encaminhado para a sala onde seria a entrevista. Assim que chegou notou uma moça atraente sentada, era magra, cabelo preto e bonita. Observou que lá havia mais 2 meninas, a mulher que faria a entrevista, e a sala ainda com muitos lugares vagos. Às 9 horas em ponto começaram as perguntas, um de cada vez ia se apresentando, e a primeira foi ela, a moça a qual acabei de citar. De um jeito meio tímido, e falando baixo ela disse o seu nome, era Amanda. A cada palavra Eduardo ia se encantando mais e mais pela garota. A entrevista continuou e logo chegou sua vez, com calma foi explicando que curso faz, suas experiências profissionais e respondendo algumas perguntas. A segunda parte foi uma redação, Eduardo a fez rápida e precisa, já estava acostumado a escrever. Logo após o termino, todos foram embora e o resultado seria dito na semana seguinte.
Ao sair, para sua surpresa, Amanda iria pelo mesmo caminho que ele, uma caminhada de cerca de 20 minutos até a estação do metrô. E lá foram os dois, conversando primeiramente sobre a vaga, suas vantagens e desvantagens para cada um, e logo após sobre universidades, carreira, passado, presente e afins. Ele sentia que já conhecia aquela garota há tempos, um ótimo papo, gostos e pensamentos semelhantes. Começou a sentir que deveria pedir o telefone dela, ou um email talvez. Mas assim que chegaram ao metrô ele teve que colocar créditos no cartão e ela falar com sua mãe. Os dois iriam pegar o transporte para o mesmo destino, só que Amanda logo iria descer e Eduardo iria até o final da linha. Ela ainda estava ao celular, pois tinha outra entrevista à tarde, e ele lá ao lado dela, vendo seu rosto pelo vidro. Logo chegam à etação, a garota desce, procura por Eduardo, mas não o vê. Só então olha no vagão e lá está ele, olhando para ela, as portas se fecham e eles não conseguem ao menos dizer tchau. Um sinal apenas foi feito, como quem diz: “Até mais, ou não”.
Não exatamente assim, mas creio q não só comigo, mas com mt gente já aconteceu algo parecido... Triste... rs
ResponderExcluirUma vez cheguei a bolar uma teoria, era a "Regra do 1". Eu era (mais) jovem, tava na 8ª série. Tinha uma mina linda q eu era "gamado" (p/ não falar q pagava um pau, rs), mas ela sempre vivia rodiada das amigas e amigos e eu, como bom covarde, nunca tinha mt coragem p/ chegar nela e talz.. Teve um dia q ela tava sozinho no intervalo, pensei "É agora", porém com receio do pior acontecer (no caso, tomar uma bota, o que, para um garoto de 14,15 anos era algo realmente devastador para a auto-estima) acabei hesitando, o que não ajudou mt já que seus amigos logo começaram a chegar...
Dps disso nunk mais tive outra chance parecida, rs.
No final das contas, percebi que tem coisas na vida que só acontecem uma vez. Temos apenas uma chance, e não podemos deixá-la passar, pois, como já dizia um texto antigo, quatro coisas que não dá pra voltar atrás "A pedra jogada, palavras ditas, tempo perdido e oportunidades perdidas". Dai "inventei" algo que até hj tomo pra mim como a "Regra do 1". Bem, nos erros que se aprende algo. =P
Ah, não sei se foi intencional, mas vlw pelo nome do personagem ^^
Abraço.