quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Até nunca mais

Na rua, solidão.
Escuridão.
Tristeza, choro e desilusão.

A culpa é do patrão?
Ou do escravo de pés no chão?
Chegou o Apocalipse então?

Crucifixo na mão.
Joelhos dobrados.
Assim vejo meu irmão.

O que fazer, como agir?
Eu não sei.
O que eu desejo é sair.
Fugir.

Não olhar para trás.
Dizer aos meus medos.
Até nunca mais.

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